Gabriel Daniel da Silva é um dos 10 selecionados para participar do Fórum de Governança da Internet (IGF, na sigla em inglês), que acontece em dezembro de 2026, em Nairóbi, no Quênia, e é o único acreano entre os participantes

Foto: Cedida
Aos 21 anos, o estudante de Sistemas de Informação pela Universidade Federal do Acre (Ufac), Gabriel Daniel da Silva, é um dos 10 selecionados para participar do Fórum de Governança da Internet (IGF, na sigla em inglês), que acontece em dezembro de 2026, em Nairóbi, no Quênia.
Em entrevista ao portal A GAZETA, Gabriel Silva compartilha que foi selecionado após participar do programa Youth Brasil, em maio de 2026, realizado em Belém.
Durante o evento, que reúne jovens de todo o país para debater assuntos relacionados ao futuro do ambiente digital e da internet, o jovem foi um dos 10 selecionados para representar o Brasil no fórum e o único acreano.
“Conheci o programa por meios de um evento que teve na Ufac em 2025, que foi o IX Fórum Regional Norte, que foi promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, e aí no final do evento eles falaram sobre esses eventos que reuniam os jovens para o debate e que isso poderia dar oportunidades de viagem, o que me interessou”, explica.
Gabriel Silva conciliou os estudos da faculdade com os processos seletivos relacionados ao programas até que foi selecionado.
“Confesso que, no começo, fiz os estudos dirigidos, uma das fases da pré-seleção, mais pelo conhecimento, porque eu tinha uma rotina muito corrida e achava que não ia conseguir conciliar. Quando saiu o resultado, quase explodi, lembro que liguei para a minha mãe falando: ‘Mãe, teu filho vai viajar para a África’, fiquei muito feliz”, relembra.
Com a resposta positiva, o acreano começou a voltar seu estudo não só para a internet, mas também para a própria cultura.

“Depois que passei, coloquei na cabeça que eu deveria levar um pouco da minha cultura e do meu estado para mostrar que o Acre existe e que precisamos falar como a internet também tem muitas influências nas vidas amazônicas. Há uma centralização muito forte desse debate nas regiões Sul e Sudeste, mas pouco se fala quando ela se desenvolve na Amazônia”.
O estudante reforça que essa é apenas uma das experiências que pode ser aproveitada pelos acreanos que se interessam pela temática e estão na área.
“Para os jovens do acre, temos algumas oportunidades como essa, temos, além do Youth, o ICANN, O Sebrae Supernova, UNESCO Youth Hackaton, LACYouth, AI Accountability Fellowships e entre outros em que estudantes e jovens como nós podemos nos destacar e participar de eventos que tragam esse conhecimento”.
Relembrando a experiência em Belém, Gabriel Silva disse que foi marcado pela possibilidade de troca com diferentes pessoas.
“O que mais me marcou foi perceber e entender as realidades distintas de cada pessoa que estava ali comigo na delegação, e principalmente porque o Youth não se limita a internet, tem profissionais da comunicação, até da saúde, além da formação, da idade, regiões, costumes, então essas trocas são muito para que a gente absorva tudo com mais riqueza”.



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